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dessas avenidas
de céus esparsos
rostos outros
nada sei
sou das ruas estreitas
das luas pequenas
das palavras que acenam
entre o sim e o não
nessas esquinas
de ir em frente
ventos, prantos
eu sei, eu sei
moto-contínuo
de verso e desejo
teus olhos ascendem
na
contramão



7 comentários:
De pequenos gestos, mas de palavras imensas, de grandes acontecimentos.
Beijo, flor!
relendo deparei-me com Zenão e seus paradoxos: infinitos deslocamentos simultâneos. Será que o amor se expande assim?
beijo
ou, ainda,
da arte quase poética de se dobrar uma esquina.
o poema se insinua. mostra a cara.
e mostra rua.
gosto muito da sua poesia, Dani.
Dani, fazia tempo que eu não vinha nesse cantinho gostoso dos blogs.
Ler tua poesia é sempre tão bom,, tão suave...
Beijo!
Não pode estar de todo errado quem anda na contramão.
é na estreiteza das pequenas vielas que nos fazemos [quase] todas as estradas.
beijinho, querida daniela!
Às vezes o cotidiano e trivial toma dimensões imensas.
Lindo poema, Dani, amei.
Beijo grande.
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