Moto-contínuo

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dessas avenidas
de céus esparsos
rostos outros
nada sei

sou das ruas estreitas
das luas pequenas
das palavras que acenam
entre o sim e o não

nessas esquinas
de ir em frente
ventos, prantos
eu sei, eu sei

moto-contínuo
de verso e desejo
teus olhos ascendem 
na contramão





7 comentários:

Lara Amaral disse...

De pequenos gestos, mas de palavras imensas, de grandes acontecimentos.

Beijo, flor!

Assis Freitas disse...

relendo deparei-me com Zenão e seus paradoxos: infinitos deslocamentos simultâneos. Será que o amor se expande assim?


beijo

Primeira Pessoa disse...

ou, ainda,

da arte quase poética de se dobrar uma esquina.

o poema se insinua. mostra a cara.
e mostra rua.

gosto muito da sua poesia, Dani.

Manuela disse...

Dani, fazia tempo que eu não vinha nesse cantinho gostoso dos blogs.
Ler tua poesia é sempre tão bom,, tão suave...
Beijo!

Fred Caju disse...

Não pode estar de todo errado quem anda na contramão.

Jorge Pimenta disse...

é na estreiteza das pequenas vielas que nos fazemos [quase] todas as estradas.

beijinho, querida daniela!

dade amorim disse...

Às vezes o cotidiano e trivial toma dimensões imensas.
Lindo poema, Dani, amei.

Beijo grande.

 
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